Shoppings se reinventam e atraem redes de franquia

Facilidade de acesso aos serviços atrai cada vez mais clientes e chama a atenção das mais variadas marcas

O Brasil se destaca pela quantidade de shoppings concentrados em seu território, principalmente na região Sudeste (53,9%). Segundo o último levantamento da Associação Brasileira de Shoppings Centers (ABRASCE), realizado em maio deste ano, o país conta com 547 centros em funcionamento, que abrigam mais de sete mil lojas de serviços, e deve ganhar 21 novas unidades até o final de 2016. Considerando esse cenário e o atual período de instabilidade econômica no país, diversas redes de franquia estão apostando na negociação de pontos comerciais nestes locais para expandir.

Por muitos anos, abrir uma loja em shoppings centers era visto como um investimento arriscado, em função das taxas cobradas para a manutenção do ponto. No entanto, nos últimos tempos, para atrair consumidores acostumados com a facilidade das compras via internet, esses centros comerciais estão se reinventando como praças de serviços e passam a oferecer facilidade e comodidade em um único lugar, de modo que os consumidores consigam fazer desde uma barra de roupa a algum serviço de beleza, com urgência e em horários fora do expediente comercial tradicional sem precisar se deslocar.

Para o executivo Paulo Alexandre, fundador da rede de franquia portuguesa Arranjos Express – especializada na customização e reparos de roupas com agilidade na entrega – o atual cenário de instabilidade econômica do país é propício para negociações das taxas com as administradoras. Com 95% de suas lojas em shoppings centers, a marca busca se posicionar fora do “setor de serviços”, com o intuito de proporcionar mais visibilidade às lojas e oferecer ao cliente a praticidade de buscar os serviços enquanto circula pelos corredores. “As pessoas estão no shopping para encontrar comodidade, por isso, nós buscamos nos posicionar em locais de fácil acesso, além disso, a parceria com lojistas nos ajuda a dar mais visibilidade à marca”, afirma o executivo, que espera chegar ao final de 2016 com 90 unidades no Brasil e faturamento de R$ 24 milhões, superando os resultados do ano anterior.

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Outra rede que se destaca em shopping  é a Sóbrancelhas, especializada em embelezamento do olhar e da face. Cerca de 58% de suas operações é em shopping nos modelos de quiosque e  loja tradicional. “Apostamos neste formato que além do status, traz segurança e comodidade aos clientes que trabalham o dia inteiro, mas não deixam de se cuidar. Muitas pessoas vão almoçar ou jantar e acabando aproveitando e comprando um serviço da rede”.

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Além disso, os quiosques tem localização privilegiada e contam com grande movimentação de pessoas. ”Outro ponto é que não são cobradas luvas (compra do ponto comercial), o que torna ainda mais atrativo o modelo de negócio”, afirma Luzia Costa, fundadora da rede.

Por que investir em shoppings?

Confira algumas dicas dos empresários Paulo Alexandre, fundador da Arranjos Express, e Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas, e conheça algumas vantagens e cuidados na escolha do ponto comercial.

  • Aproveite o período de crise para renegociar custos de ocupação com a administradora do empreendimento. Esses períodos podem ajudar você a conquistar taxas mais baixas e dentro do orçamento;
  • Na hora de escolher seu ponto comercial, sempre avalie os custos que estarão envolvidos em sua manutenção, como aluguel, condomínio e fundo de promoção;
  • Analise o posicionamento, consolidação e maturação do shopping. Em caso de dúvidas, não deixe de consultar a franqueadora;
  • Desenvolva parcerias com os lojistas, isso pode ajudar a dar ainda mais visibilidade ao seu negócio.

Irmãs clones da ovelha Dolly estão envelhecendo bem, afirma estudo

A ovelha Dolly foi o primeiro clone obtido a partir de célula de um animal adulto
A ovelha Dolly foi o primeiro clone obtido a partir de célula de um animal adulto

Quatro irmãs da ovelha Dolly, criadas com o mesmo material genético dela, estão bem, obrigada.

O primeiro estudo com resultados de longo prazo sobre a saúde de animais clonados, publicado nesta terça (26) na revista científica “Nature Communications”, mostrou que esses bichos envelhecem normalmente.

Dolly, que nasceu há 20 anos, morreu relativamente cedo, aos seis anos e meio, de osteoartrite. O desfecho levantou preocupações sobre um possível envelhecimento precoce e menos saudável de animais clonados.

Cientistas então estudaram 13 ovelhas clonadas entre sete e nove anos de idade. Quatro delas foram clonadas usando a mesma linhagem celular de glândula mamária da Dolly e, portanto, são clones (ou cópias genéticas) da famosa ovelha.

Os pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, fizeram testes metabólicos, exames de sangue e radiológicos e os compararam com os resultados de animais “normais”. Os clones estavam todos saudáveis.

Folha SP